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Programa de atividades
19:00h Atendimento fraterno individual
20:00h Prece e Palestra sobre um tema baseado no evangelho de Jesus
20:40h Perguntas sobre o tema da noite
20:50h Aplicação do passe nos participantes que desejarem
21:00h Encerramento
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Importância do Apoio Espiritual a Pacientes Portadores de Transtornos Mentais
As dimensões espirituais e religiosas da cultura estão entre os fatores mais importantes que estruturam a experiência humana, crenças, valores, comportamento e padrões de adoecimento (Lukoff, 1992; Amaro, 1996). Apesar disso, a medicina, em seus sistemas diagnósticos bem como em sua teoria, pesquisa e prática, por muito tempo, tendeu a ignorar ou considerar patológicas as dimensões religiosas e espirituais da vida (Lukoff, 1992; King,1998).
Fato relevante é que as visões indiscriminadamente negativas da religião e espiritualidade não se mantêm à luz dos recentes estudos, que, habitualmente, não encontram associação entre esses fatores e psicopatologia. Ao contrário, maiores taxas de envolvimento religioso têm sido associadas a menor prevalência de transtornos mentais. (Lotufo Neto, 1997; Koenig et al., 2001).
Diversas pesquisas indicam que a maioria dos pacientes sob tratamento médico se utilizam de recursos religiosos para lidarem melhor com seus problemas de saúde. Muitas vezes, durante o processo de adoecimento, as crenças e serviços religiosos auxiliam os pacientes a se recuperarem melhor ou a conseguirem enfrentarem melhor as adversidades, encontrando um sentido e significado em suas vidas e alcançando um maior amadurecimento psicológico (Koenig et al, 2001a).
Além de diversas pesquisas evidenciarem menores índices de depressão entre pacientes religiosos, um estudo bem elaborado mostrou que pacientes com maior envolvimento religioso tendem a se recuperar mais rapidamente durante o tratamento de um quadro de depressão (Koenig et al., 1998). Maior envolvimento religioso também tem sido associado a menores taxas de suicídio (Almeida e Lotufo Neto, 2004) e de uso de drogas (Dalgalarrondo et al. 2004).
Uma recente dissertação de mestrado na USP realizada pelo Dr. Frederico Leão (2004) com pacientes internados nas Casas André Luiz investigou o uso de práticas espirituais como terapêutica complementar ao tratamento convencional. Os resultados indicaram que um tratamento espiritual realizado por médiuns espíritas se associou a uma melhora clínica estatisticamente significativa.
Infelizmente, há poucos estudos sobre as necessidades religiosas/espirituais de pacientes portadores de transtornos mentais durante o período de internação hospitalar. Mas as pesquisas existentes indicam que os pacientes internados em hospitais psiquiátricos têm as mesmas necessidades religiosas (como alívio do medo da morte, sentir a presença de Deus em suas vidas, fortalecimento da fé, preces, visitas de religiosos, participação em cerimônias ou encontros religiosos...) que aqueles internados em hospitais gerais, mas têm muito menos acesso a serviços de apoio espiritual e religioso. Um destes estudos (Fitchett et al., 1997), investigou 101 pacientes internados, sendo 51 em enfermarias psiquiátricas e 50 em enfermarias clínico-cirúrgicas. 88% dos pacientes psiquiátricos referiram ter três ou mais necessidades religiosas durante a hospitalização. Embora relatassem o mesmo grau de necessidades religiosas, os pacientes de enfermarias psiquiátricas tinham menos acesso aos serviços religiosos e menores escores em escalas de bem estar espiritual. Os autores concluíram que a religião foi uma fonte importante de conforto e apoio para 72% dos pacientes psiquiátricos do estudos, e que a visita de capelões ou conselheiros religiosos pode ser um modo de responder a estas necessidades dos pacientes.
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