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Ambulatório de Psiquiatria da Infância e Adolescência
Os transtornos emocionais e comportamentais na infância e adolescência representam uma importante preocupação social, tanto pela freqüência, quanto pela gravidade com que podem ocorrer. Apesar de haver poucos estudos e dados epidemiológicos confiáveis, estima-se que a prevalência de transtornos mentais nessa faixa etária seja de mais de 13%. Pela escassez de profissionais preparados para o reconhecimento destes transtornos, é alarmante o número de crianças e adolescentes com condições não diagnosticadas nem tratadas, o que pode colocá-las em risco para o desenvolvimento de problemas mais sérios na infância e/ou adolescência, os quais podem acompanhá-las pela vida adulta.
Autismo, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, ansiedade e depressão na infância e adolescência, transtornos de conduta e por uso de álcool e drogas, são alguns dos transtornos emocionais e comportamentais bastante prevalentes na infância e adolescência e freqüentemente não diagnosticados. O não reconhecimento de condições possivelmente tratáveis nessa faixa etária está quase sempre associado ao um grande ônus para a criança ou adolescente, com prejuízos potenciais na escola, no ambiente familiar e em qualidade de vida.
Nesse sentido, o ambulatório de Psiquiatria da Infância e Adolescência do Hoje contando com um corpo clínico altamente qualificado e utilizando de técnicas eficazes de avaliação e tratamento indisponíveis para esta faixa etária oferece avaliação e tratamento à criança e adolescente em sofrimento psíquico, bem como orientação e suporte aos familiares, escola e outras instituições.
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Ambulatório de Psicogeriatria
Estima-se que cerca de 10% dos indivíduos acima dos 65 anos de idade apresentem quadros demenciais e aproximadamente 20% déficits cognitivos leves. Além disto, uma elevada proporção de idosos apresenta queixas subjetivas de memória sem comprovação objetiva, necessitando de avaliações cognitivas especializadas. Boa parte destes indivíduos não é identificada e apropriadamente diagnosticada, prolongando o sofrimento do idoso e familiares, e atrasando o acesso ao tratamento especializado.
Além dos quadros demenciais, os transtornos do humor, em especial os quadros depressivos são muito comuns na população idosa, e frequentemente também são subdiagnosticados e não-tratados.
O ambulatório de Psicogeriatria atende pessoas acima de 60 anos com queixas de memória e diversas condições neuropsiquiátricas comuns aos idosos, como os transtornos afetivos e ansiosos.
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Ambulatório de Doenças Afetivas
As doenças afetivas envolvem um grupo de transtornos mentais cujo principal sintoma é uma alteração do humor, usualmente depressão (com ou sem ansiedade associada). Podem ocorrer em episódios graves únicos ou recorrentes de depressão ou mania, ou em apresentações mais brandas, porém persistentes, como na ciclotimia e distimia.
A prevalência das doenças afetivas na população geral para um ano é estimada em 5,1 a 13,5 %. Assim, estima-se que no Brasil haja aproximadamente entre 8.659.756 e 22.413.489 pessoas acometidas por tais transtornos a cada ano.
O ambulatório de doenças afetivas tem como objetivo oferecer um atendimento especializado aos pacientes acometidos por queixas afetivas. A freqüência às consultas médicas e as intervenções não farmacológicas são individualizadas de acordo com cada paciente e a fase de evolução da doença.
A avaliação psiquiátrica inicial é realizada através de uma história psiquiátrica e médica, exame físico geral e neurológico, bem como exames laboratoriais complementares quando necessário. Envolve a escuta cuidadosa do paciente, informações complementares de acompanhantes e familiares, e relatos médicos, todos fundamentais na caracterização da doença passada e gravidade e riscos do episódio afetivo atual.
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Ambulatório de Dependência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas
A dependência química é um dos problemas mais complexos e controversos que atinge nossa sociedade. Ela é uma doença que atinge todas as classes sociais, idades e sexo, porém um elo em comum é o preconceito que o doente enfrenta.
No Brasil estima-se que cerca de 12% da população seja dependente de álcool e 10% de dependentes de tabaco, seguidas em porcentagens menores pela dependência de maconha e cocaína.
Apenas aproximadamente 3% desta população procura tratamento por estas condições, em parte por falta de serviços especializados, despreparo de serviços de psiquiatria geral, falta de identificação da doença por profissionais de saúde e pelo próprio doente.
O ambulatório de Dependência Química tem como objetivo o atendimento especializado nas diversos Transtornos pelo Uso de Substâncias , inclusive para pacientes com outras doenças psiquiátricas associadas a dependência.
O atendimento inicial é realizado pelo psiquiatra, e é composto por uma entrevista detalhada psiquiátrica e clínica, exame físico e neurológico, e avaliação de estágio de motivação para o tratamento. É definido um plano de tratamento, composto pelo tratamento psiquiátrico e também por terapias e outras abordagens individualizadas para as necessidades de cada paciente.
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